A freguesia de Pias situa-se no concelho de Serpa e faz parte do agrupamento de concelhos designados por Margem Esquerda do Guadiana. Falar de Pias, é o mesmo que falar do Alentejo. Na verdade o Alentejo é uma Pátria. Onde o seu território é um espaço de Poesia e Liberdade que existe para além dos contornos Físicos da luz, da geografia do silêncio e do seu clima quaternário. Sedimentada na sapiência pelo respeito que se escalpe a Partir do berço, é habitada por gentes iluminadas pela riqueza da simplicidade de gestos e tradições. Corre nas veias muitas páginas de história, a luz cheia de Janeiro e o vinho estético da revelação.
Na saudade, Ressurreição dos mortos e invenção dos dias. A Paixão do cante – menina bonita devoção ou acrobacia em petiscos da taberna, ao fim da tarde em roda de amigos “E a cantar, a cantar vamos rezar”.
Ser Alentejano é uma forma de estar na vida. É um estado de alma. O Alentejo não é propriedade de ninguém.
Uma alcunha ou apelido (em Portugal, o termo "apelido" também é usado como sinónimo de "sobrenome") é uma designação não -oficial criada através de um relacionamento interpessoal, geralmente informal, para identificar uma determinada pessoa, objecto ou lugar, de acordo com uma característica que se destaque positiva ou negativamente, de forma a atribuir-lhe um valor específico.
As alcunhas mais comuns normalmente têm origem em características físicas do indivíduo, como aleijadinho, manco, coalho, quatro-olhos. Também são fontes de inspiração para os ápodos alguns ofícios (padeiro, leiteiro,) e o local de origem (alemão, japonês, baiano, carioca). Deve-se considerar ainda que as alcunhas podem prejudicar psicologicamente o seu alvo, quando assumem carácter pejorativo, evidenciando uma característica que o mesmo desaprove.
Vou aqui descrever algumas alcunhas da minha terra.
A
Africano
Águia- Real
Abelha
Andorinha
Argolinhas
Arraia
Arranca Pregos
Arrobas
Azougado
Arreias
Avante
B
Bacalhau
Bacera
Badalo
Balda
Badalhoca
Baixinho de Cú
Barriga de Aço
Barrigadas
Barringue
Batata
Bate-Solas
Béjinha
Bic
Bicas
Bimbas
Bita
Bitá
Bibe
Boca á Velha
Boga
Bugango
Bolinhas
Bonequinho
Borda de Água
Borrego
Brejeiro
Brôa
Borreguinho do Alvarão
Bucha
Bocha
Barata
Balola
Barrabote
Bagaceira
Biconga
Butrina
Barrelas
Burrinha
Barril
Bem – Amado
Bisorga
Bombocas
Béguinha
Baldosa
Bico – Doce
Borefa
Bife
Bruxa da Renova
C
Cágado
Cabeça de Tractor
Caneca
Cabeçudo
Cabelinho de Rato
Cabinho
Campaniça
Cabra
Cabrita
Cafezeiro
Carnuça
Caga -Amarelo
Caga- Azeite
Caga- Favas
Caga na Talega
Cagalhão
Caixinha
Calaca
Caldinho
Caldinho Verde
Cara de Cú
Cú de Grão
Cú de Musico
Cara de Macaco
Cara de Moça
Cara Partida
Carinhas
Carloto
Carrão
Carrolinho
Catinga
Cavalinho
Cartuxinha
Cartucheiro
Carvão
Cid
Ciganito
Cinta de Seda
Cinco Tostões
Chico Padre
Chico Cheles
Charinho
Checo
Chibinho
Choca
Cravo do Monte
Cocas
Comboio Novo
Comidinhas Leves
Corvo
Cucharro
Caroca
Cabras
Caramelo
Carochinha
Cunha
Chocalhinha
Cabeça de Agrário
Cabeças
Cefêra
Coelhas
Cai logo
Cuspideiro
Cú- Baixo
Corta- Fino
Cação
Cobra
Calêras
Cadecha
D
Da-boa
Démis
Desganado
Deus
Deus nosso senhor
Dinis
Duzentas cinquenta
Dura Pouco
Doidinha
Dinamite
Dente de ouro
E
Empinadinho
Espargueira
Estoura Bombas
Europa
Engaço
Espanholito(a)
Espalha-Brasas
Escarapão
Ervilha
Estraga Barros
Estraga Vendas
F
Fala Barato
Fazmeia
Fanéia
Fantasma
Fadinho
Faíscas
Feliz
Ferrolho
Fininho
Fraguito
Fuinha
Frenéticas
Falhancas
Fartinha
Fragata
Fanina
França
Furão
G
Galfarinho
Galifão
Galhanas
Gamanito
Ganguinha
Gato
Gerivás
Gigante da de Pinto
Guitareiro
Galado
Groja
Gasosa
Gioconda
Giboia
Galega
Galinhita
H
Hoss
Hougado
I
Ideias
Inglês
J
João Barril
João dos Bichos
João do Olho
Joaquim da Vagem
Joaquim Pazinhas
Joaquim do Pisanito
Justo
Japão
Já Caiu
L
Labumba
Lagartinho do Gamago
Laró
Lecas
Leite de Burra
Lélita
Limitada
Lico
Lois
Lela - xito
Lisboa
M
Mácabelo
Macho
Mainante
Malacuco
Malagueta
Manaca
Manatula
Má Vinho
Mantas
Manita Fechada
Mata a Mãe
Matateu
Melro
Mija Bem
Mira
Miséria Engrafatada
Móminha
Mosquito
Muchacha
Machinha
Molas
Matarás
Manel das Velas
Meia Dose
Mioleiras
Manhoso
Mata Burão
Mastigador
Melharuco
Magana
MariMelância
Manhecas
N
Nica
Navalhão
O
Orelhas
Ouriço
Olho de Mocho
P
Palantra
Palheto
Palhinha
Papa Léguas
Papa Rebuçados
Pápim
Pardalinho
Parrancha
Parragil
Pastilhas
Patinhas
Pata Fina
Pau Preto
Pedana
Pepino
Pêga
Pêguinha
Peixe
Pélé
Pêra
Perdigão
Petaças
Pica Chouriços
Pila
Pisa á Poia
Poia de vaca
Pimentinha
Pingue
Pironga
Pôpa
Paneiras
Papa- Açorda
Pitoga
Popia –Caiada
Primavera
Palmadinhas
Perna de Mola
Pombinha
Pai – Herói
Pintelhera
Poia de Kilo
Piolas
Piteiro
Pão - Mole
Pata – Curta
Pé Curto
Q
Quitolas
Quindão
Quinórias
Quer- Ir
Quilo e Meio
R
Rapé
Rápido
Rato
Remexido
Rijo
Risco ao Lado
Rondanito
Russo
Rainha da Sucata
Saco - Azul
Rubeba
Ranhoso
Rufa
S
Saramenho
Show
Só - Mil
Suíça
Sopa
Sola-Grossa
Saleiro
Sapata
Siroido
Soizinha
Sala Sete Golas
Salta
T
Talabita
Taliano
Tanisa
Tarrinca
Tenrinho
Texugo
Ti –Lico
Ti- Manicote
Ti- Rei
Toino do Forno
Tola
Tombinhas
Tora
Tordinho
Torrecas
Travolta
Taleguinha
Tombinhas
Tacheta
Touquinha
Testa-Mole
Tê Taitai
Toino Peles
Torto
Trabuco
Teso
U
Unha-Gata
Uxla Castanita
Uxla Setera
V
Váguim
Vigas
Veca
Vila Nova
Vezinha Ropêra
X
Xaréu
Xepa
Xico Quer Pão
Z
Zé- Cutelo
Zé de Alvito
Zé do Barranco
Zé da Boneca
Zé da Febre
Zé Governo
Zé Guisado
Zé –Mau
Zé- Cabreiro
Zé das Moças
Zé Mulato
Zé da Penca
Zé Macho
Zé Peta
Zé de Serpa
Zorra – Gaga
Zorro
Zé Cuzana
Zorrito
Zé da Mina
Zé Bolegas.
Peço Desculpa se ferir alguem não é essa a minha intenção. Quero com isto mostrar a nossa cultura e como são conhecidas as nossas gentes. Como se associam nomes ás nossas gentes.
Bárbara Carvalho Vidinhas
sexta-feira, 19 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
N.S. das Dores
FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES
PIAS
26 de Março de 2010
“Bendita sejais, Senhora das Dores;
Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores.”
PROGRAMA
Dias – 23,24 e 25 de Março
21h30 – Tríduo de Preparação
(Na terceira noite: Celebração Penitencial)
Dia da Festa – Sexta-feira, 26 de Março
18h30 – Celebração da Missa
21h30 – Procissão de Velas.
A festa de N.S.das Dores em Pias consiste,numa grupo de doze Festeiras , que ao longo dum percurso estipulado pelo Pároco e a comissão de festa,comparecerem na igreja e fazerem uma limpeza a fundo na igreja Paroquial, bem como prepararem a festa. Este ano a missa, foi presidida pelo Sr.D, António Vitalino Dantas acompanhadas pelos Srs Padres, Nuno Sousa (Pároco da Freguesia), Padre Abilio Raposo (Pároco em São Teotónio natural de Pias) e um sr padre convidado,o sr padre Isidro.
Á noite á procissão compareceram os Paroquianos de Pias bem como um grupo de cem Missionários vindos de uma paróquia de Lisboa. Acompanhados do srs Padres.
A Celebração da missa
A nossa Igreja
As festeiras
A Imagem de Nossa Senora das Dores
Acompanhar Nossa Senhora em todas as fases da sua vida terrestre, admirar os altos desígnios de Deus na pessoa sacrossanta de sua Mãe é sempre delícia para um coração devoto à SS. Virgem. Mais apropriada não podia ser a nossa meditação das dores, senão ocupando-nos com os sete dolorosos lances de sua existência terrena, ou propriamente “as sete dores”, a saber:
Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus; tivesse ele vencido a sua cobardia, talvez o teria salvo do furor da multidão, ainda mais, se à súplica da sua mulher se tivesse unido um pedido da Mãe de Jesus. Maria, porém, não se move naquela hora tremenda, que decide da vida ou da morte de seu Filho, porque sabe, que o Filho podia por si, sem auxílio alheio, livrar-se dos seus inimigos, e deixa como um cordeiro levar ao suplício, então é porque o faz espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus. Maria ainda não se move, quando a sentença já é irrevogavelmente pronunciada. Vai ao encontro de Jesus que, carregado do peso da cruz, se encaminha para o Calvário. Vê-o todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e horrivelmente ensanguentado. Seus olhares cruzam-se. Nenhuma queixa sai da sua boca, porque as maiores dores Deus reservou lhe para a salvação do mundo. Aquelas duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do sofrimento, até o lugar do suplício.
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça)
As sete dores de Nossa Senhora
1ª Dor - Profecia de Simeão
Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).
2ª Dor - Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).
4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a
Jesus morre na cruz.
Chegam ao Calvário. Os algozes despojam Jesus das suas vestes, pregam-no na cruz, levantam o madeiro e sobre ele deixam-no morrer. Maria agora aproxima se da cruz e perto da cruz fica, e assiste à horrível agonia de três horas. “Que espectáculo ver-se o Filho agonizante sobre a cruz, e ver-se ao pé da mesma agonizar a Mãe, que todas as penas sofria com seu Filho! “O que os cravos eram para o corpo de Jesus, para o coração de Maria era o amor”. “No mesmo tempo que Jesus sacrificava o corpo, a Mãe imolava a alma”. E não pode dar ao Filho o menor alívio; ainda saber que o maior tormento para o Filho era ver presente a sua Mãe, que dor, que sofrimento! O único alívio para a Mãe e para o filho era saber, que das suas dores resultava para nós a vida eterna. Jesus morrendo, exclamou: “Consummatum est” – Tudo está consumado. Estava completa a série dos sofrimentos para o Filho, não porém, para a Mãe. Quando ela está chorando a morte do filho, um soldado vibra a lança contra o peito de Jesus, abrindo-o, e sai sangue e água. O corpo morto de Jesus não sente mais a lançada; mas sentiu-a a Mãe no íntimo do coração. Tiram o corpo do Filho da cruz. O Filho é entregue à Mãe, mas em que estado! Antes o mais belo entre os filhos dos homens, agora está todo desfigurado. Antes, era um prazer olhar para ele; agora, seu aspecto é horroroso. Quando morre um filho, trata-se de afastar do cadáver a mãe. Maria, pelo contrário, não deixa que lho tirem dos seus braços, senão quando é para sepultá-lo.
Jesus é colocado no sepulcro.
“Eis que já o levam para sepultá-lo. Já se põe em movimento o doloroso préstito. Os discípulos levam o corpo de Jesus sobre os ombros. Os Anjos do céu o acompanham. As santas mulheres seguem e, no meio delas, a Mãe. Querem que ela mesma acomode o corpo sacrossanto de Jesus no sepulcro, precisando por a pedra para fechar o sepulcro, os discípulos precisam dirigir-se à SS. Virgem, e lhe dizer: “Agora é hora de vos despedir, Senhora; deixai que fechemos o sepulcro. Muni-vos de paciência! Olhai-o pela última vez e despedi-vos de vosso filho”. Moveram a pedra e colocaram-na no seu lugar, fechando com ela o santo sepulcro. Maria, dando um último adeus ao Filho e à sepultura, volta para casa”. “Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos a viam, dela se compadeciam e choravam” Só no nosso coração não haverá lágrimas para Maria? Não choramos nós, que somos a causa de tantas dores? Ah! Se nos faltam lágrimas de sentimento dos nossos olhos sensíveis, choremos pelo menos lágrimas de penitência, expressão ainda do firme propósito, de não mais cometermos pecado algum. Foram os nossos pecados que levaram à morte o nosso Irmão primogénito, e trespassaram o coração dulcíssimo de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.
domingo, 7 de março de 2010
Dia da Mulher
O nosso dia
I
A mulher hoje em dia
Tem uma vida diferente
Não vive na apatia
Que vivia antigamente.
II
Não quer mais continuar
Apagada e indiferente,
Está no mundo para lutar
Mostrar que também é gente.
III
Ela tem o seu querer
Tem também o seu lugar
Já não se limita a ser
Somente o “anjo do lar”.
IV
Descobriu um novo rumo
E nele quer caminhar,
Com orgulho e com aprumo,
Para a sua meta alcançar.
V
Livrou-se de preconceitos
Com que outrora era oprimida,
Passou a ter direitos,
Passou a ter outra vida.
VI
O seu destino mudou
Já faz o que ela quer;
Ao homem se equiparou
Sem deixar de ser mulher.
VII
Mulher, olha para dentro de ti
Com carinho, com amor
Talvez que encontres aí
Algo de muito valor.
VIII
Esquece as contrariedades
E verás com alegria
Que tens potencialidades
Que até tu desconhecias.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Carnaval
História e etimologia
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".
A algazarra com que comemoramos o Carnaval actualmente passa bem longe do que se poderia fazer noutras épocas.
O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. Por isso cumpre-se a tradição de se fazerem tambem doces, para simbolizar fartura, fartura essa que só se voltariam a fazer pela Páscoa.
Doces tradicionais que se fazem por tradição pelo carnaval, em Pias e em localidades alentejanas.
Bolinholos
Um pão em massa,
sumo de uma laranja
um ovo,
e um calice de aguardente.
Depois da massa, toda envolvida deixa-se levedar e frita-se em óleo bem quente.Polvilham-se em açúcar e canela.Borrachos
Farinha
Banha de porco
Vinho branco
Chá de canela em pau
Filhozes Grandes
Farinha
Azeite
Sumo de laranja
Ovos
Sal qb
Fermento
e amassa-se a massa até estender como os passos da receita anterior. Tende-se pequenas bolas de massa e talham-seas filhós do tamanho dum prato de sobremesa, fritam-se tambem em azeite quente e polvilam-se em açúcar e canela.
Muitas mais receitas há para fazer neste tempo de carnaval, como as Filhós de formas o Pinhonate. Para alé de outras.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A lenda da Costureirinha
A Lenda da Costureirinha
Entre as crenças que algum dia existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil, ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso... que ouviram a costureirinha. O que se ouvia, então? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura, das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura, portanto. O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa: cozinha, quarto de dormir, a casa de fora, e até mesmo de alpendres. De tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que não infundia medo. Era a costureirinha.
Mas quem era ela? Afirma a tradição que se tratava de uma costureira que, em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando, portanto, o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo. Outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco. Esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda de aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha for a condenada, após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados, de acordo com a crença que os pecados do mundo, o desrespeito pelas coisas sagradas e, nomeadamente, o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância, depois da morte. Já não se houve, agora, a costureirinha? Terminou já o seu fado, expiou o castigo e descansa em paz? A urbanização moderna, a luz eléctrica, os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu, naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural arcaica, que tinha os seus medo, os seus mitos, as suas crenças e o seu modo de ser e de estar na vida.
Entre as crenças que algum dia existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil, ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso... que ouviram a costureirinha. O que se ouvia, então? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura, das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura, portanto. O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa: cozinha, quarto de dormir, a casa de fora, e até mesmo de alpendres. De tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que não infundia medo. Era a costureirinha.
Mas quem era ela? Afirma a tradição que se tratava de uma costureira que, em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando, portanto, o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo. Outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco. Esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda de aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha for a condenada, após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados, de acordo com a crença que os pecados do mundo, o desrespeito pelas coisas sagradas e, nomeadamente, o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância, depois da morte. Já não se houve, agora, a costureirinha? Terminou já o seu fado, expiou o castigo e descansa em paz? A urbanização moderna, a luz eléctrica, os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu, naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural arcaica, que tinha os seus medo, os seus mitos, as suas crenças e o seu modo de ser e de estar na vida.
Lenda de Serpa
Era uma Vez... uma jovem e linda Princesa, muito linda, chamada Serpínia, que vivia nas terras do outro lado da Ibéria, lá para os altos Pirineus. Seu pai, Cófilas, rei dos túrdulos, tribo da Ibéria, era um homem bom.
Num País vizinho, vivia um outro rei, de raça, celta, que era cruel e muito ambicioso, Rolarte de seu nome, que quando viu a formosa princesa quis casar com ela. Mas a princesa não se agradou dele.
Um dia um Príncipe, Orosiano, visitou o Rei Cófilas e a sua filha Serpínia. Os dois príncipes gostaram um do outro e combinaram casar.
Mas o rei Rolarte, quando soube, não gostou que Serpínia fosse dada em casamento a Orosiano e jurou vingar-se tratando logo de reunir os seus soldados e de fazer guerra a Orosiano. O Noivo de serpínia morreu e Rolarte ficou ferido.
O Rei dos Celtas não ficou satisfeito com a morte de Orasiano a jurou fazer guerra ao pai de Serpínia, mas este, informado do que Rolarte preparava, abalou para as longínquas paragens da outra banda da Península Ibérica.
E andaram, andaram até chegarem a um sítio onde a Princesa se sentiu encantada com as formosas Terras que seus belos olhos avistavam.
Campos recorbertos de luxuriantes verduras, flores campestres a perfurmarem os ares que respirava, tudo prenunciando abundância de água, de terras férteis, ubérrimas.
Serpínia logo deu parte a seu pai de que gostava destes sítios. Cófilas examinou a região. Tudo aparentava terras fartas e amenidade de clima. Perto corria o Ana. ( O que é hoje o rio Guadiana).
Por toda a parte se viam Oliveiras, muitas Oliveiras, a garantir alimento, untura, tempero e luz na candeia.
E logo ali acamparam e escolheram local para construir uma cidade que ficou a ser a capital de novo reino. E em homenagem a Serpínia, a formosa filha do Rei Cófilas, à nova cidade se ficou chamando Serpe.
Esta seria a capital da Turdetânia, o novo reino criado na região do Ana, hoje chamado Guadiana, e que se estendia até ao mar.
Tempos depois chegou a Serpe a notícia da vinda até um Porto do Ana, aonde chegavam as águas salgadas do mar, de barcos Fenícios – povo de navegadores que vivia no Norte de África.
Cófilas, Rei dos Túrdulos, fez aliança com os chefes Fenícios e, naquele porto, construiram uma cadeia a que deram o nome de Mirtilis, em honra da Deusa Mirto, sua mãe que o teve de Mercúrio.
Em um dos barcos vinha um Príncipe, jovem guerreiro e bem parecido, que ao ver Serpínia se apaixonou por ela. E Serpínia amou Polípio, o belo Príncipe Fenício. E logo ficaram noivos.
Polípio regressou à Fenícia. E Serpínia, enquanto esperava o seu noivo, dedicava-se à caça pelo que seu pai lhe construiu, à beira do Rio Limosine, que ia desaguar no Ana, um castelo onde ela ficava quando ia caçar.
Ali havia muitos loendros e Serpínia deu à sua nova casa o nome de Castelo de Loendros.
Serpínia já tinha esquecido Rolarte, mas Rolarte não esquecera Serpínia, nem a vingança de que lhe jurara.
E uma noite, noite escura como breu, o Castelo dos Loendros foi atacado por Rolarte e os seus soldados. Mas o Rei dos Celtas foi vencido pelos soldados de Cófilas que guardavam o castelo de Serpínia.
Com medo de novos ataques a princesa mandou aviso ao pai, que estava em Mirtilis, que hoje se chama Mértola, o qual regressou com muitos soldados, e que esporeando os seus corcéis corriam a toda a brida na companhia de Polípio, o príncipe noivo, que já tinha regressado da Fenícia para as bodas com Serpínia.
Rolarte voltou a assaltar o castelo mas este, que tinha agora muita tropa, venceu os soldados de Rolarte e o Rei dos Celtas fugiu e foi morrer afogado no Ana. Serpínia casou com Polípio e os noivos foram para a Fenícia.
Serpe, que recorda a linda princesa Serpínia e que sempre manteve o seu nome, é hoje Serpa.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Dia de Reis
Reis Magos
Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.
A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.
"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).
"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.
Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal. Dos seus presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.
A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.
A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.
Os três Reis Magos adorando o Menino Jesus..
Na antigüidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Durante a Idade Média começa a devoção dos Reis Magos (e que são "baptizados"), tendo as suas relíquias sido transladadas no séc. VI desde Constantinopla (Istambul) até Milão. Em 1164, com os três já a serem venerados como santos, estas foram colocadas na catedral de Colônia, em Colônia (Alemanha), onde ainda se encontram.
A tradicional crença de que Jesus foi visitado aquando do seu nascimento não é consensual entre todas as pessoas. Há pessoas que acreditam que Jesus já possuia uma certa idade. Segundo seus defensores há quatro linhas de evidência para acreditar que Jesus já não era mais um bebé quando recebeu a visita: a tradução para o texto de Mat. 2.11 usa a expressão "uma criancinha", "um menino", e não um bebê em diversas traduções de respeito, como a Almeida; Mat 2.11 também cita que quando Jesus foi encontrado estava em uma casa e não em uma manjedoura; o fato de Herodes mandar matar as crianças de até dois anos e, por último, o fato de Maria ter dado apenas dois pássaros no templo como contribuição pelo nascimento do menino, o que a identificava como muito pobre, e não parte dos presentes que supostamente já teria ganho, já que na visita ela, através de seu filho, ganhou ouro e outros ítens valiosos.
Cântaico Dos Reis Magos (Pias)
Mandou Deus do Céu à terra
uma estrela luzente
para ensinar o caminho
aos três Reis do Oriente.
Os três Reis seguindo a estrela
vão seguindo o seu caminho
e à entrada de Belém
viramestar o Deus Menino.
Os três santos Reis, prostrados,
adoraram o Menino
e ofreceram-lhes presentes:
mirra,incenso e ouro fino.
Como os magos,segue a estrela
que te leva até Jesus:
tua vida será bela
tua vida será luz.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








