A Lenda da Costureirinha
Entre as crenças que algum dia existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil, ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso... que ouviram a costureirinha. O que se ouvia, então? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura, das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura, portanto. O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa: cozinha, quarto de dormir, a casa de fora, e até mesmo de alpendres. De tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que não infundia medo. Era a costureirinha.
Mas quem era ela? Afirma a tradição que se tratava de uma costureira que, em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando, portanto, o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo. Outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco. Esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda de aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha for a condenada, após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados, de acordo com a crença que os pecados do mundo, o desrespeito pelas coisas sagradas e, nomeadamente, o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância, depois da morte. Já não se houve, agora, a costureirinha? Terminou já o seu fado, expiou o castigo e descansa em paz? A urbanização moderna, a luz eléctrica, os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu, naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural arcaica, que tinha os seus medo, os seus mitos, as suas crenças e o seu modo de ser e de estar na vida.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Lenda de Serpa
Era uma Vez... uma jovem e linda Princesa, muito linda, chamada Serpínia, que vivia nas terras do outro lado da Ibéria, lá para os altos Pirineus. Seu pai, Cófilas, rei dos túrdulos, tribo da Ibéria, era um homem bom.
Num País vizinho, vivia um outro rei, de raça, celta, que era cruel e muito ambicioso, Rolarte de seu nome, que quando viu a formosa princesa quis casar com ela. Mas a princesa não se agradou dele.
Um dia um Príncipe, Orosiano, visitou o Rei Cófilas e a sua filha Serpínia. Os dois príncipes gostaram um do outro e combinaram casar.
Mas o rei Rolarte, quando soube, não gostou que Serpínia fosse dada em casamento a Orosiano e jurou vingar-se tratando logo de reunir os seus soldados e de fazer guerra a Orosiano. O Noivo de serpínia morreu e Rolarte ficou ferido.
O Rei dos Celtas não ficou satisfeito com a morte de Orasiano a jurou fazer guerra ao pai de Serpínia, mas este, informado do que Rolarte preparava, abalou para as longínquas paragens da outra banda da Península Ibérica.
E andaram, andaram até chegarem a um sítio onde a Princesa se sentiu encantada com as formosas Terras que seus belos olhos avistavam.
Campos recorbertos de luxuriantes verduras, flores campestres a perfurmarem os ares que respirava, tudo prenunciando abundância de água, de terras férteis, ubérrimas.
Serpínia logo deu parte a seu pai de que gostava destes sítios. Cófilas examinou a região. Tudo aparentava terras fartas e amenidade de clima. Perto corria o Ana. ( O que é hoje o rio Guadiana).
Por toda a parte se viam Oliveiras, muitas Oliveiras, a garantir alimento, untura, tempero e luz na candeia.
E logo ali acamparam e escolheram local para construir uma cidade que ficou a ser a capital de novo reino. E em homenagem a Serpínia, a formosa filha do Rei Cófilas, à nova cidade se ficou chamando Serpe.
Esta seria a capital da Turdetânia, o novo reino criado na região do Ana, hoje chamado Guadiana, e que se estendia até ao mar.
Tempos depois chegou a Serpe a notícia da vinda até um Porto do Ana, aonde chegavam as águas salgadas do mar, de barcos Fenícios – povo de navegadores que vivia no Norte de África.
Cófilas, Rei dos Túrdulos, fez aliança com os chefes Fenícios e, naquele porto, construiram uma cadeia a que deram o nome de Mirtilis, em honra da Deusa Mirto, sua mãe que o teve de Mercúrio.
Em um dos barcos vinha um Príncipe, jovem guerreiro e bem parecido, que ao ver Serpínia se apaixonou por ela. E Serpínia amou Polípio, o belo Príncipe Fenício. E logo ficaram noivos.
Polípio regressou à Fenícia. E Serpínia, enquanto esperava o seu noivo, dedicava-se à caça pelo que seu pai lhe construiu, à beira do Rio Limosine, que ia desaguar no Ana, um castelo onde ela ficava quando ia caçar.
Ali havia muitos loendros e Serpínia deu à sua nova casa o nome de Castelo de Loendros.
Serpínia já tinha esquecido Rolarte, mas Rolarte não esquecera Serpínia, nem a vingança de que lhe jurara.
E uma noite, noite escura como breu, o Castelo dos Loendros foi atacado por Rolarte e os seus soldados. Mas o Rei dos Celtas foi vencido pelos soldados de Cófilas que guardavam o castelo de Serpínia.
Com medo de novos ataques a princesa mandou aviso ao pai, que estava em Mirtilis, que hoje se chama Mértola, o qual regressou com muitos soldados, e que esporeando os seus corcéis corriam a toda a brida na companhia de Polípio, o príncipe noivo, que já tinha regressado da Fenícia para as bodas com Serpínia.
Rolarte voltou a assaltar o castelo mas este, que tinha agora muita tropa, venceu os soldados de Rolarte e o Rei dos Celtas fugiu e foi morrer afogado no Ana. Serpínia casou com Polípio e os noivos foram para a Fenícia.
Serpe, que recorda a linda princesa Serpínia e que sempre manteve o seu nome, é hoje Serpa.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Dia de Reis
Reis Magos
Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.
A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.
"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).
"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.
Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal. Dos seus presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.
A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.
A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.
Os três Reis Magos adorando o Menino Jesus..
Na antigüidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Durante a Idade Média começa a devoção dos Reis Magos (e que são "baptizados"), tendo as suas relíquias sido transladadas no séc. VI desde Constantinopla (Istambul) até Milão. Em 1164, com os três já a serem venerados como santos, estas foram colocadas na catedral de Colônia, em Colônia (Alemanha), onde ainda se encontram.
A tradicional crença de que Jesus foi visitado aquando do seu nascimento não é consensual entre todas as pessoas. Há pessoas que acreditam que Jesus já possuia uma certa idade. Segundo seus defensores há quatro linhas de evidência para acreditar que Jesus já não era mais um bebé quando recebeu a visita: a tradução para o texto de Mat. 2.11 usa a expressão "uma criancinha", "um menino", e não um bebê em diversas traduções de respeito, como a Almeida; Mat 2.11 também cita que quando Jesus foi encontrado estava em uma casa e não em uma manjedoura; o fato de Herodes mandar matar as crianças de até dois anos e, por último, o fato de Maria ter dado apenas dois pássaros no templo como contribuição pelo nascimento do menino, o que a identificava como muito pobre, e não parte dos presentes que supostamente já teria ganho, já que na visita ela, através de seu filho, ganhou ouro e outros ítens valiosos.
Cântaico Dos Reis Magos (Pias)
Mandou Deus do Céu à terra
uma estrela luzente
para ensinar o caminho
aos três Reis do Oriente.
Os três Reis seguindo a estrela
vão seguindo o seu caminho
e à entrada de Belém
viramestar o Deus Menino.
Os três santos Reis, prostrados,
adoraram o Menino
e ofreceram-lhes presentes:
mirra,incenso e ouro fino.
Como os magos,segue a estrela
que te leva até Jesus:
tua vida será bela
tua vida será luz.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Natal
Este arranjo de Natal, fiz eu com alguns materiais reciclados, como as folhas de nogueira espigas de trigo e algumas bolas de anos anteriores, que já não tinham utilidade.
O LUME DE NATAL
Para aquecer a nossa terra, A Junta de Fregusia de (Pias) alguns anos a esta parte junta grandes madeiros, que recolhem ao longo do ano, para o tradicional lume de Natal.
Nas vésperas preparam o terreno no Adro da igreja, para o grande lume para aquecer o Deus Menino.
Na noite de 24 de Dezembro, ao anoitecer, quando o frio já aperta acende-se o gigantesco lume.
Na noite de Natal as famílias reúnem-se para a grande ceia. No passado a ceia de Natal, era composta com ensopado com o melhor galo, ou o perú criados, pelas familias ao longo do ano. Agora com origem noutras tradições de outras zonas do país come-se Couve de flor com batatas e bacalhau.
As mesas da consoada são enfeitadas com: arroz doce, filhós, Borrachos, tronco de Natal e frutos secos.
Terminado o jantar uns dirigem-se à Igreja para assistir à Missa do Galo, e adorar o Presépio. O Côro Paroquial acompanhado da restante assembleia vai o beijar o Menino Jesus numa alegria vibrante, com melodias treinadas com antecedência, por elementos da comunidade . Os menos crentes aconchegam-se à volta do lume de Natal . Os madeiros ardem em frente da Igreja e à sua volta juntam-se grupos de pessoas, uns apenas convivem e outros cantam ao menino (esta tradição está a cair em desuso devido, á pouca fé de alguns paroquianos, e haver poucos que a saibam cantar).
MODAS AO DEUS MENINO
I
O Menino está na neve.
E a neve o faz tremer.
Deus Menino da minha alma.
Quem lhe pudesse valer.
II
Eu hei-de dar ao Menino
Uma fitinha pró chapéu
E ele também me há-de dar
Um lugarzinho no céu.
III
Olhei para o céu
Estava estrelado
Vi o Deus Menino
Em palhas deitado.
IV
Em palhas deitado,
Em palhas estendido,
Filho duma rosa,
Dum cravo nascido!
V
Arre, burriquito,
Vamos a Belém,
A ver o Menino
Que a senhora tem;
VI
Que a senhora tem,
Que a senhora adora
Arre burriquito,
Vamo-nos embora.
VII
Estas palavras disse a Virgem
Ai quando nasceu o Menino
Ai vinde cá meu anjo loiro
Meu sacramento divino.
VIII
Alegrem-se o céu e a terra
cantemos com alegria
já nasceu o Deus Menino
filho da Virgem Maria
IX
Entrai pastores, entrai
por este portal sagrado
vinde adorar o Menino
numas palhinhas deitado
X
X
Ai que menino tão lindo
Ai que linda graça tem
Ai que muito se parece
com a Sr.ª sua mãe.
XI
O menino está dormindo
Um sono de Amor profundo
Os anjos Lhe 'estão cantando
Viva o Salvador do mundo.
XII
O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura.
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Hossana lá nas alturas».
XIII
O menino está dormindo
Nos braços de São José,
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Gloria tibi domine».
O meu menino Jesus.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Festa Rija de 2008.
Festeiros 2008
A nossa festa Rija.
Um ano intenso de trabalho é o que as comissões de festas dedicam ao povo Piense, para uma boa festa realizar. Por amor à nossa terra e por querer manter a tradição de décadas que não se podem perder.
Quando chega a hora da procissão o dia da festa religiosa ( o ultimo dia de festa, segunda-feira) apodera-se da população uma certa nostalgia, a nossa festa está a terminar. Seja qual for o programa da festa, à nossa localidade chegam sempre forasteiros, há sempre qualquer renovação: um quadro novo, um qualquer adereço para a casa, um cozinhado melhor. Porque quase todas as famílias da terra têm visitas, que nos dias que antecedem logo dizem!
“Venham para a Festa”
I
Ó Pias, ó Pias
Vila tão bonita
se não a conheces
Faz-lhe uma visita.
II
II
Falando das festas de Verão
As do Santíssimo Sacramento são de grande talento
As maiores da região
Festejamos s. Luís, na mesma ocasião.
III
Temos um enorme fogo
Que a todos faz inveja
Por ser dos maiores
Do distrito de Beja.
IV
IV
Ser festeiro hoje em dia
é tarefa complicada
Fartamo-nos de trabalhar
E acusa-nos de não fazer nada.
V
As festas de Pias
V
As festas de Pias
são a alegria do povo
Quem me dera já Agosto
para ver as festas de novo.
VI
No ultimo fim – de - semana de Agosto
VI
No ultimo fim – de - semana de Agosto
A vila acorda com gosto
Seja velho seja novo
Todos festejam a festa do nosso povo.
VII
VII
O festeiro esforçado
Não espera ser recompensado
Cada evento é uma batalha
Só tem desejo dum objectivo alcançado.
VIII
VIII
Não queremos globos de oiro
Nada fizemos nada para merecer
A todos os que nos ajudaram
Muito temos que agradecer.
IX
Não deixem perder a tradição
Um pedido vos quero fazer
Mesmo com contrariedades
Continuem a festa a fazer.
Bárbara Carvalho Vidinhas
Bárbara Carvalho Vidinhas
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Roubo de rosas
I
Nunca tinha roubado nada
Por duas rosas fui tentadaNunca tinha roubado nada
E até incentivada
Para cometer este pecado.
II
A prática de roubar é tanta
que fui logo apanhada
Pelo dono da roseira
E no Moura-sol fui humilhada.
III
Sr da casa das rosas
não fique tão zangado
Pois eu tirei as rosas
Num implulso, emocionado.
IV
Pensei na nossa senhora
que tenho em minha casa
como ficava bonita
com as rosas numa jarra.
V
Não, considere um roubo
este acto impensado,
Desculpe-me por favor
E, desde já, obrigado.
VI
Nunca roubei nada na vida
e serviu~me de lição
Fui mal interpertada
Nesta estupida situação.
VII
Não me arrependo de o ter feito
Das rosas ter ido colher
Para dar a Nossa Senhora
Esse crime hei-de cometer.
VIII
Não sou de má índole
Pode acreditar
Isto fez-me muito mal
Tem que me perdoar.
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